8 de março de 2003

ISTO É UMA PRAÇA
Enquanto se discute se este ou aquele autor deve ser obrigatório no ensino, ou se a matemática deve ser metida a golpes de porrete no alunos de letras, ninguém fala dos bróculos. Fui eu que me esqueci ou nunca ninguém na escola me ensinou a distinguir entre uma laranja da Baía e uma laranja dos químicos da Andaluzia? Ou porque é que a indicação "Pêssegos de Alcobaça" nos deve fazer suspirar? Ou que o peixe se deve apresentar firme, as guelras vermelhas (aqui já me começa a erudição a patinar debaixo dos pés), e que é mais barato na Praça que em qualquer Pingo Doce Acontinentado?
Vou meditar sobre isto, já de seguida, frente a um pão alentejano e a um queijo de ovelha.

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